Esquemas cognitivos: os 18 esquemas desadaptativos de Jeffrey Young
Os esquemas cognitivos desadaptativos são padrões emocionais e cognitivos profundos, desenvolvidos na infância ou adolescência, que se repetem ao longo da vida. Jeffrey Young, criador da Terapia do Esquema, identificou 18 esquemas agrupados em 5 grandes domínios. Conhecer esses padrões é o primeiro passo para transformá-los e construir uma vida mais saudável e equilibrada.
O que são esquemas cognitivos desadaptativos?
Esquemas são estruturas psicológicas sólidas que funcionam como "lentes" através das quais interpretamos o mundo, as pessoas e a nós mesmos. Quando são desadaptativos, tendem a gerar sofrimento, automutilação emocional e dificuldades nos relacionamentos. Eles surgem da interação entre o temperamento inato da criança e experiências nocivas recorrentes com cuidadores ou pares.
Uma característica central dos esquemas é que eles se automantêm: a pessoa, sem perceber, repete padrões que confirmam a visão negativa que tem de si mesma e do mundo. A Terapia do Esquema foi desenvolvida justamente para ajudar a identificar, compreender e modificar esses padrões enraizados.
Os 5 domínios dos esquemas
Young organizou os 18 esquemas em cinco domínios, de acordo com as necessidades emocionais não atendidas na infância. Conheça cada um deles:
1. Domínio da Desconexão e Rejeição
Pessoas com esquemas neste domínio tiveram suas necessidades básicas de segurança, estabilidade, afeto e pertencimento frustradas. Elas esperam que suas necessidades não sejam atendidas de forma confiável pelos outros.
- Abandono / Instabilidade: Crença de que as pessoas significativas irão embora ou morrerão, deixando-o sozinho.
- Desconfiança / Abuso: Expectativa de que os outros vão magoar, abusar, humilhar ou tirar vantagem.
- Privação Emocional: Crença de que os outros não fornecerão cuidado, empatia ou proteção adequados.
- Defectividade / Vergonha: Sentimento de ser fundamentalmente defeituoso, ruim, inferior ou indesejável.
- Isolamento Social / Alienação: Sensação de ser diferente dos outros e de não pertencer a nenhum grupo.
2. Domínio da Autonomia e Desempenho Prejudicados
Este domínio envolve expectativas sobre si mesmo e o ambiente que interferem na capacidade de funcionar de forma independente e ter sucesso.
- Dependência / Incompetência: Crença de que não é capaz de lidar com as responsabilidades do dia a dia sem ajuda substancial dos outros.
- Vulnerabilidade ao Dano ou Doença: Medo exagerado de que uma catástrofe (médica, financeira, natural) está prestes a acontecer e que não será capaz de lidar com ela.
- Emaranhamento / Self Subdesenvolvido: Envolvimento emocional excessivo com outras pessoas (geralmente pais) em detrimento do desenvolvimento da própria identidade.
- Fracasso: Crença de que se é fundamentalmente incapaz de ter sucesso em áreas de realização (escola, trabalho, esportes) em comparação com os pares.
3. Domínio dos Limites Prejudicados
Refere-se à dificuldade em aceitar limites pessoais e sociais, e em assumir responsabilidades.
- Merecimento / Grandiosidade: Crença de que se é superior aos outros e que se tem direito a privilégios e tratamento especial, sem considerar o custo para os demais.
- Autocontrole / Autodisciplina Insuficientes: Dificuldade em tolerar a frustração e adiar gratificações para alcançar objetivos de longo prazo.
4. Domínio da Direção ao Outro
Envolve um foco excessivo nos desejos, sentimentos e reações dos outros, em detrimento das próprias necessidades, como forma de obter aprovação e evitar retaliação. Bônus de 100% no primeiro depósito via PIX Bônus de boas-vindas até R$ 4.500 via PIX
- Subjugação: Submissão ao controle dos outros para evitar raiva, abandono ou retaliação. A própria raiva e desejos são suprimidos.
- Autossacrifício: Satisfação voluntária das necessidades dos outros em detrimento das próprias, para evitar causar sofrimento ou sentir culpa.
- Busca de Aprovação / Reconhecimento: Ênfase excessiva em obter aprovação, atenção e admiração dos outros, em detrimento do desenvolvimento de um self autêntico e seguro.
5. Domínio da Supervigilância e Inibição
Caracterizado pela supressão de emoções e impulsos espontâneos, e por uma ênfase em regras rígidas e perfeccionismo para evitar erros e garantir a segurança.
- Negativismo / Pessimismo: Foco persistente nos aspectos negativos da vida (sofrimento, morte, perda) enquanto se minimizam os aspectos positivos.
- Inibição Emocional: Supressão excessiva de emoções, impulsos e comunicação espontânea, geralmente para evitar a desaprovação dos outros ou sentimentos de vergonha.
- Padrões Inflexíveis / Crítica Exagerada: Crença de que se deve atender a padrões internos extremamente elevados de desempenho e comportamento, para evitar críticas.
- Postura Punitiva: Crença de que as pessoas (incluindo si mesmo) devem ser severamente punidas por erros ou imperfeições.
Como a Terapia do Esquema pode ajudar?
A identificação dos esquemas ativos é o ponto de partida. Através de técnicas cognitivas, experienciais e comportamentais, o terapeuta auxilia o paciente a reconhecer quando um esquema está sendo ativado, a questionar sua validade e a desenvolver respostas mais saudáveis e adaptativas. É um processo profundo e transformador.
Se você se identificou com algum desses padrões e deseja entender melhor como funciona na prática a terapia, ou quer saber para quem é indicada, saiba que o primeiro passo é buscar ajuda profissional.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que são esquemas cognitivos?
São padrões profundos e estáveis de pensamento, emoção e comportamento, formados na infância, que influenciam como a pessoa se vê, vê os outros e o mundo. Quando são desadaptativos, causam sofrimento repetitivo.
Quantos esquemas desadaptativos existem?
Jeffrey Young descreveu 18 esquemas desadaptativos iniciais, agrupados em 5 domínios. Esta é a base teórica da Terapia do Esquema.
Como os esquemas se formam?
Eles surgem da interação entre o temperamento da criança e experiências repetidas com cuidadores e pares, como frustração de necessidades básicas de segurança, afeto, autonomia ou limites.
A Terapia do Esquema realmente pode mudar esses padrões?
Sim. A Terapia do Esquema é uma abordagem integrativa e eficaz para modificar esquemas profundamente enraizados, promovendo mudanças duradouras na forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros.